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Francisco Vidal

Artista Plástico

  • E/Civil: Desconhecido
  • Data na lea : 21/02/2026

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Biografia

Francisco Vidal, nascido em Lisboa em 1978, é um dos nomes incontornáveis da pintura contemporânea lusófona e uma das figuras mais emblemáticas da sua geração. De ascendência cabo‑verdiana e angolana, divide a vida e o trabalho entre Lisboa e Luanda, desenvolvendo uma prática artística que reflete a mobilidade, a mestiçagem cultural e as tensões históricas que atravessam o espaço atlântico.

Formou‑se em Artes Plásticas na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, concluindo a licenciatura em 2002. Em 2005 integrou o Programa de Estudos Independentes da Escola de Artes Visuais Maumaus, em Lisboa, aprofundando o seu pensamento crítico e a sua relação com a arte contemporânea. Viveu posteriormente nos Estados Unidos, onde obteve o grau de Master in Fine Arts pela School of Visual Arts da Columbia University, em Nova Iorque, em 2010. Esta experiência internacional marcou profundamente a sua visão artística, ampliando o diálogo entre referências africanas, europeias e americanas.

A partir de 2005, Francisco Vidal começou a expor com regularidade, afirmando-se rapidamente no panorama artístico. Em 2014 apresentou o projeto “Utopia Luanda Machine” na 56.ª Bienal de Veneza, representando Angola sob curadoria de António Ole, e no mesmo ano integrou a Expo Milão, com curadoria de Suzana Sousa. Entre 2016 e 2017 desenvolveu o projeto “Escola de Papel”, apresentado em Luanda e posteriormente em São Tomé e Príncipe, consolidando a sua investigação sobre processos artesanais, pedagogia artística e produção coletiva.

A prática de Vidal destaca-se pelo uso de grandes instalações de pintura, onde traça linhas caligráficas vigorosas sobre telas de serigrafia, explorando cores intensas e esquemas cromáticos variados. Trabalha entre o desenho, a pintura, a serigrafia e a instalação, recorrendo a suportes pouco convencionais, como papel de algodão artesanal produzido por si, catanas africanas industrializadas, seda sintética, contraplacado bruto e estruturas modulares. A sua obra combina influências diversas — do Cubismo aos têxteis africanos wax‑print, da cultura hip‑hop dos anos 1980 ao graffiti contemporâneo — criando um universo visual que cruza história, política, cultura urbana e identidade.

O artista utiliza símbolos provenientes de múltiplas tradições, misturando referências da arte pop, da banda desenhada, do psicadelismo, dos padrões Vlisco e de tecidos wax, bem como elementos ligados ao desporto e à moda. Esta multiplicidade de camadas reflete a sua visão sobre a diáspora africana, a miscigenação cultural e os fluxos transculturais que moldam as sociedades contemporâneas.

Com uma carreira consolidada, Francisco Vidal está representado em importantes coleções públicas e privadas, como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação EDP, a Fundação PLMJ, a Coleção Sindika Dokolo e a Scheryn Art Collection, entre outras. Expõe regularmente em cidades como Lisboa, Luanda, Paris, São Tomé, Joanesburgo, São Paulo, Londres, Macau, Lagos e Santiago do Chile, afirmando-se como um artista de alcance internacional.

Entre os momentos mais marcantes da sua trajetória destaca-se a representação de Angola na Bienal de Veneza de 2015, onde reforçou a sua posição como uma das vozes mais relevantes da arte contemporânea africana. O seu trabalho recente inclui o desenvolvimento da chamada “Escola Utópica”, um projeto contínuo que envolve comunidades locais em processos criativos colaborativos. No Pavilhão Branco, em Lisboa, apresentou obras realizadas com jovens de Luanda e de Amares, no norte de Portugal, dando continuidade a este laboratório artístico que leva a escola para dentro do museu.

Inspirado por obras literárias como A Geração da Utopia, de Pepetela, Vidal procura criar espaços de encontro, reflexão e poesia, onde o desenho e a pintura se tornam ferramentas de partilha e construção coletiva. A sua obra, profundamente marcada por questões históricas e políticas, aborda temas como identidade, diáspora, memória e resistência cultural, mantendo-se fiel a uma linguagem visual vibrante, experimental e em constante evolução.

Francisco Vidal é hoje reconhecido como um dos artistas mais relevantes da sua geração, cuja prática desafia fronteiras e propõe novas formas de pensar a arte no contexto contemporâneo.

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