Kadaff, também conhecido como Furian Daff, é um rapper e compositor angolano nascido em Luanda. Cresceu no bairro da Maianga, onde começou a desenvolver o seu interesse pela música ainda durante a época escolar, ao lado de Vui Vui. A sua trajetória está ligada ao hip-hop angolano dos anos 1990 e 2000, período em que participou em diferentes projectos musicais.
É um dos membros fundadores dos Kalibrados, grupo que marcou uma fase importante do rap em Angola. Com o grupo, participou em álbuns como Negócio Fechado (2005), Cartas na Mesa (2008) e Diários da República (2015). O álbum Cartas na Mesa foi distinguido com disco de ouro, após ultrapassar 15 mil cópias vendidas, segundo a informação disponível.
Ao longo da sua carreira, Kadaff também participou em projectos fora dos Kalibrados. Em 2017, juntou-se a Sandocan, Vui Vui e Mankilla para o álbum Vilão, que incluiu temas como “Projecto X”, “Avisa Que Tamo Back” e “Vilão”.
Entre as suas músicas a solo, destaca-se “Reportagem”, uma faixa que aborda questões sociais e chama a atenção para a gravidez precoce entre os jovens. A sua participação no grupo Room Squad também faz parte do seu percurso. Em 2001, interpretou, juntamente com Tuly, B. Weizer, Girinha e Guardilha, a música “O que se passa Maianga?”, que retrata o quotidiano e as vivências do bairro. Em 2026, Kadaff voltou a recordar a canção, destacando o trabalho desenvolvido pela sua geração desde o lançamento.
Para além da música, Kadaff tem desenvolvido actividades no mundo empresarial. Em 2018, fundou a empresa Big Dream, ligada à restauração e ao entretenimento. Mais tarde, lançou uma plataforma digital com o seu nome, orientada para a comercialização de música, CDs, bilhetes para eventos, artigos de merchandising e equipamentos de áudio profissional.
A plataforma também foi concebida para divulgar conteúdos relacionados com a cultura hip-hop, incluindo notícias, artigos e a história do movimento, além de dar espaço a artistas ligados à Maianga e à Mongblock.
A carreira de Kadaff reúne, assim, diferentes dimensões: a música, a colaboração com grupos e artistas angolanos e a iniciativa empresarial. O seu percurso acompanha parte da evolução do hip-hop em Angola, desde os projectos colectivos dos primeiros anos até às novas formas de divulgação e comercialização da música.